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The Cistercian glazed tiles of the Monastery of Alcobaça: characterization of the colour palette

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Pages 196-216
Received 01 Mar 2016
Accepted 05 Aug 2016
Published online: 30 Aug 2016
 
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The glazed tiles that paved the apse of the Monastery of St. Mary of Alcobaça were a rare decorative element in the most important part of this Cistercian construction. These medieval tiles, all monochromatic, are believed to be a thirteenth-century production and represent some of the first examples of tin-opacified glazed tiles in Christian Portugal. Although lead glazes have been extensively used in medieval pavements in North-Western Europe, opaque tin-glazes are far scarcer. The technology used in this case is a testimony of mixing cultures, combining Cistercian Order traditions of building materials and techniques with the Islamic tin-glazing technology brought to the Iberian Peninsula in the tenth century. These glazes were applied on tiles of several geometric shapes to achieve the final decorative effect. For the first time, these tiles were analytically characterized to determine the chemical composition of the different colours of glaze and these differences were assessed to explain the variety of colours and shades observed. The analytical techniques used were µ-PIXE (micro-particle-induced X-ray emission), µ-Raman spectroscopy and optical microscopy. Samples selected for this study comprise all colours observed in Alcobaça tiles: white, turquoise, brown and several shades of green. Results show that the variety of colours and shades are consistent with different proportions of CuO, Fe2O3 and SnO2 in a lead-glazed matrix, together with a K-feldspar-rich white inner layer, most likely to be a slip.

RESUME

O pavimento azulejar da abside do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é um raro elemento decorativo na zona mais importante deste edifício Cisterciense. Estes azulejos medievais, todos monocromáticos, têm sido considerados uma produção do século XIII e apresentam alguns dos mais antigos exemplares de vidrados estaníferos do Portugal cristão. Ao contrário dos vidrados plumbíferos, profusamente utilizados em pavimentos medievais no norte da Europa, a existência de vidrados estaníferos é rara. Esta tecnologia testemunha uma mistura de culturas, onde a tradição de materiais e técnicas tipicamente utilizadas pela Ordem de Cister se funde com a tecnologia islâmica do vidrado estanífero, trazido para a Península Ibérica no século X. Pela primeira vez, estes azulejos foram caracterizados analiticamente com o objectivo de determinar a composição química dos vidrados e perceber as diferenças que determinam a variedade de tonalidades observada. As técnicas analíticas utilizadas foram a micro-espectrometria de emissão de raios-X induzida por partículas (µ-PIXE), a micro-espectroscopia de Raman (µ-Raman) e a microscopia óptica. As amostras selecionadas para este estudo incluem todas as cores observadas nos azulejos de Alcobaça: branco, turquesa, castanho e várias tonalidades de verde. Os resultados indicam que a variedade de tonalidades observada é consistente com a combinação de diferentes teores de CuO, Fe2O3 e SnO2 numa matriz plúmbica, conjuntamente com uma camada branca – provavelmente um engobe – composta por feldspatos potássicos. O efeito decorativo final é conseguido com a aplicação destes vidrados sobre azulejos de diferentes formas geométricas.

Additional information

Funding

This work was supported by Fundação para a Ciência e a Tecnologia [grant number PTDC/CPC-EAT/4719/2012,SFRH/BD/73007/2010,UID/EAT/00729/2013,UID/Multi/04349/2013].
 

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